quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O meu filho vai casar

Sim. O João vai casar e eu estou um pouco nervosa.
Não que tenha de o acompanhar ao altar ou assim, mas porque é o meu primeiro filho a casar. A voar. A olhar para uma mulher que não seja a mãe (glup, glup).

Podia dizer que seria uma sogra impossível e que não quero que o meu filho sinta borboletas na barriga sempre que pensa numa miúda. Mas não. Acho que não sou dessas, espero nunca ser.

Fico muito feliz, porque o meu filho largou de vez a sua "obsessão amorosa", mesmo depois dela lhe ter partido o coração: a prima.

É que parecendo que não ela é prima a duplicar e o sangue deles é quase como os dos irmãos...entendem?

Estou feliz. O meu filho vai casar. Quer um anel para oferecer à namorada e o e-mail dela para poderem trocar mensagens. E isto nos dias que correm é muito e é amor.

[Este foi o poema que ele lhe escreveu no dia dos namorados]

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Inventam tanta coisa

Inventam tanta coisa.
Ele é fraldas descartáveis, isto no meu tempo tinha dado um jeito do caraças à minha mãe.
Ele é Bimby's, isto de juntar no mesmo robot de cozinha várias funções parece uma cena de filme não é? Eu costumo dizer que só lhe falta mesmo tirar cafés. E na próxima versão vir com um display directo para receitas do YouTube.
Ele é telemóveis XPTO que quase que trabalham por nós, isso é o que o nosso chefe pensa, porque as merdas aparecem feitas por obra e graça do Espírito Santo, sim o do BES.
Ele é cartões de plástico que valem dinheiro, invenção bestial. Só é pena uma pessoa passar tantas vezes o cartão pelas ranhuras que grande parte do mês ele esteja vazio!
Ele é automóveis que conduzem sozinhos. Oh pá o burro do Sr. Joaquim ainda hoje não sabe como é que isto é possível.
Ele é softwares que fazem o trabalho de um batalhão de funcionários. Até há software de contabilidade específico para o poder local....imaginem!

E em pleno 2018, houve um iluminado que se lembrou que giro, giro, giro era meter os camelos dos portugueses agarrados ao "portal das finanças" (que fino!!!) a "inserir" os bebés que pariram no ano de 2017 no agregado familiar? Mas que bem. Que produtivo. Que avançados que nós estamos.

Melhor do que isto só mesmo ter o José novamente com febre. Chover todo o santo dia e não haver um lugar de estacionamento mesmo em cima do funcionário das finanças.

Onde passei eu a tarde de hoje onde foi? Isso meus queridos, na repartição das Finanças.
O que é isso? - pergunta o meu filho João.

Ora bem, as finanças são uns FDP de uns iluminados do governo que nos chupam uma parte do ordenado todos os meses, para supostamente tu andares na escola de borla e teres o direito de ficar doente e seres atendido com dignidade num hospital público e mesmo assim passam a vida a enfiar-nos o dedo no rabinho.

O José comeu o ticket com o nosso número de atendimento. E quando a primeira funcionária nos passou ao segundo departamento, eu fui buscar o papel à boca do puto, espalmei-o com o número ainda esbatido e ensopado em cuspe e apresentei como prova.

Vá lá que ninguém se lembrou de me perguntar porquê que estava a usufruir do direito de prioridade. Que eu armava a tenda em cima de uma secretária, dava a papa ao miúdo e no fim mudava-lhe a fralda em cima do focinho!

Para afogar as mágoas e com o assunto por resolver fui comprar massa folhada e fiz um folhado de Nutella que ainda está aqui a envolver-se com o suco gástrico provocado pelo nervoso da situação e acho que me parou a digestão.

Inventam tanta merda pá. Morre tanto inocente todos os dias e estes inteligentes continuam a fazer com que a sua diarreia mental reproduza cenas destas no dia-a-dia de quem tem mais do que fazer.

[Deixo-vos com a imagem do folhado para animar a alma, porque já devem ter reparado que estou chateada!]

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Maria Rita: A combater vilões desde 2015

A Maria Rita é uma princesa ninguém tenha dúvidas. A Maria Rita é uma princesa todos os dias, por isso no carnaval é preciso vestir a pele de uma super-heroína.
Ela que é um às no karaté (deixo esta história para outro post), quando lhe perguntei o que queria vestir no carnaval, não hesitou em escolher a Ladybug. 

Até aqui tudo bem, não tivesse a Maria Rita apenas 2 anos e esta personagem fazer as delícias das miúdas mais velhas.
É o que ela vê, Disney Channel, é o que faz ter um irmão mais velho. Isto é a apenas o início.

A Maria Rita diz que é princesa e joaninha como a mãe. "Eu não sou coelho, sou joaninha como a mãe". É mesma. A minha mini me. O meu docinho agridoce. 

Por isso este ano dei descanso à máquina de costura. Dei descanso ao corpo que anda tolhido de várias dores e deliciei-me a vê-los desfilar emoções.

O José vestiu-se de um urso muito quentinho para ir ver o irmão.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

O Carnaval são 3 dias

Este ano a escola do João participou novamente no desfile de escolas, por isso mais uma vez não tive de estar a puxar muito pela cabeça, nem os braços, as costas, os olhos, etc.
O tema deste ano era o futebol americano e parecia feito à medida do meu campeão. Ele que só aceita vestir calças de fato de treino, até no carnaval o mundo  "conspirou" e lhe fez a vontade. Nem assim ele estava muito motivado para a folia. 

O João é todo ele o Badaró, não precisa de carnavais para se divertir, e parece que nesta altura do ano fica em modo off.
Andou semanas a repetir que não queria ir. Mas foi e correu bem.

As meninas eram cheerleaders e os seus pompons e gritinhos contrastaram bem com os sonoros "uhhhhhh" dos rapazes.
Muito giros.

Ficam as fotos na minha Raquel, que ainda estava a recuperar de uma virose que lhe tinha tirado a força nos dias anteriores. Mas mesmo doente esta miúda é uma deusa!!!


Agora só falta a Maria Rita. Este ano já foi ela a decidir o que queria vestir e foi muito acertiva. Não hesitou um minuto.
Fica para breve a explicação.

E como diria Vergílio Ferreira: "Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se." É isto, sim.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Toda eu sou mar

Agradecer o que tenho (todos os dias)!

Hoje quero apenas agradecer. Agradecer pelo que tenho e naquilo em que me transformei.

Nem sempre escrevo de forma simples, nem sempre todos me percebem a ironia e o cansaço. Nem sempre desse lado se entende o que é estar neste labirinto, neste carrocel, neste castelo encantado!

Hoje quero apenas agradecer.
Agradecer aos meus filhos, principalmente.

Por não ter tempo para banhos demorados, poupamos todos e a minha pele está mais resplandecente que nunca.

Por não conseguir estar na cama e dormir tudo o que preciso, parecendo que não estar na cama é só um ninho de ácaros e até podemos ganhar raízes, como o feijão no algodão húmido.

Por fazer máquinas de roupa em looping, qual ginásio qual quê, agachamentos, levantamento de pesos, movimentos verticais para pegar na roupa e a estender, todo um mundo por descobrir.

Por não ter tempo para chorar quando me sinto a desabar, é que parecendo que não, ter de chorar e ao mesmo tempo sorrir e dançar o panda style é uma coisa que não combina. Por isso abanar a anca e fazer cara de pato é passaporte para ouvir umas valentes gargalhadas. No entretanto passou a vontade de chorar, ou não, mas pelo menos libertei a "raiva".

Por começar a apreciar o "estilo livre" da decoração do lar. Assim como viver no meio de brinquedos, tomar banho com patinhos de borracha a massajar os meus pés, encontrar louça de brincar no meio das almofadas do sofá, encontrar com frequência um bebé que ri e chora no meio dos meus lençóis (e não é nenhum dos que me saíram das entranhas), tropeçar em carrinhos e Legos entre o quarto e a sala. Há uma instalação permanente nesta casa e acredito que estou a educar os meus filhos com muita criatividade. Casas whites e minimalistas fazem crianças infelizes e totós!!!

Por ter percebido que o melhor tratamento ao nível da nailcosmética é o cocó. Vocês não imaginam a quantidade de cocó que se consegue armazenar debaixo de uma unha. E se são novatos nesta arte, deixo aqui um aviso, quando virem uma mancha castanha debaixo da unha, não é tulicreme, por favor não a metam na boca feitos gulosos, não está provado que o cocó de bebés e crianças seja menos inofensivo que o dos nossos amigos de 4 patas.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ah pois é

A bela da Gio também usa black mask.
Eu também imagino a cara dos que me odeiam besuntada de coisas escuras, mas eu sou uma menina má!


Nota mental: da próxima vez que aplicar a máscara também me vou deitar toda sexy à espera que o tempo passe para a retirar. 
E continuar a rezar para ninguém me tocar à campainha...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Do respeito

Uma pessoa, está sozinha com o baby José, aproveita que ele não dorme e besunta a focinheira com black mask. Reza para ninguém tocar à campainha ou que apareça alguma encomenda expresso que não pode mesmo ser adiada.

Reacção do miúdo quando me vê toda lambida e de cara preta: desata à gargalhada.

Nota 1: Senhores da black mask, agradeço que a próxima embalagem em vez de espátula traga elásticos, o carnaval está aí à porta e preciso de ir irreconhecível!!!!

Nota 2:  Sra. Dra. Supernanny, quer saber como se metem os miúdos na linha? Pode vir cá a casa aprender, mas deixe os óculos no consultório e venha de comboio. Se for preciso eu vou buscá-la à estação.

Nota 3: pior do que ser signo capricórnio com ascendente em carneiro, só mesmo signo lula com ascendente em berbigão. Coitada de quem te levar José Xavier!!!!


domingo, 21 de janeiro de 2018

Ser feliz

Há um ditado qualquer que diz que a felicidade se guarda apenas para nós. Mas eu não sou dessas coisas, eu gosto de partilhar, eu sou gaja para gritar ao mundo a minha felicidade e para ficar feliz e radiante com a felicidade dos outros.

Vai daí vou partilhar o meu segredo para a felicidade, para quem ainda não conhece, claro.
O segredo é um batom: oh yeah!
Dizem eles, o primeiro com a hormona da felicidade.
Eu experimentei e acho que funciona, funciona nas pequenas coisas, como por exemplo: estou com uma neura dos diabos, cheia de dores e com febre. Passo o batom na beiça e começo logo embuida de felicidade genuína. Até sou capaz de vestir o meu melhor pijama e fazer uma sessão de step dance para os meus filhos que se entregam de imediato às gargalhadas.
Estão a ver? Tudo feliz, portanto.

Para ajudar na felicidade, descobri uma linha infantil (nailmatic*) que está a fazer as delícias da minha mini me.
Existe o batom de fruta e vernizes com fórmula à base de água que sai com a lavagem.
A Maria Rita escolheu o bálsamo rosa e o verniz com purpurinas. É uma delícia a minha princesa.

E assim com muito pouco andamos felizes, felizes.
Podia era haver qualquer cena potente para a febre. Isso é que era!!!!

* Encontrei à venda numa loja do marshoping que se chama "my mini moon".



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Todos a procriar?

Desde 2017 que fazemos parte da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.
É costume recebermos muitas informações por e-mail e apesar de termos SÓ 3 filhos, penso que esta associação é muito importante para quem tem a casa cheia e precisa de fazer a gestão de várias frentes.

Na semana passada recebi um e-mail a dar conta de um evento promovido pela Wells.
Não ganho nada com isto, muito menos por estar a fazer publicidade gratuita tendo a casa cheia de bebés e muitas bocas para alimentar, mas sei que desse lado há muita gente com vontade de ter filhos, outros de aumentar a família, outros de querer ensinar aos filhos únicos que andam lá por casa a alegria de ter um irmão e conjugar o verbo partilhar.

Há então um "movimento" promovido pela Wells para que nasçam mais crianças em Portugal e oferecem um kit de produtos a todos os bebés nascidos em 2018. Bom não é? Não sendo muito, é melhor que um pontapé nas costas e o futuro de todos nós será certamente mais risonho (nada contra os velhinhos, mas é preciso deixar de sermos egoístas e pensar em sustentabilidade!).

Por isso gente gira, todos a procriar que o país precisa e eu já dei para esse peditório!!!!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Quem nunca?

No sábado de madrugada acordámos em sobressalto com o João a vomitar.
Deviam ser 2h da manhã ou qualquer coisa do género.
Quando cheguei ao quarto deles e vi "aquele cenário" nem sabia bem por onde começar.
O João a chorar e assustado (quando os miúdos vomitam ficam sempre assustados).
A Maria Rita toda acelerada e chateada "o João vomitou a nossa caminha".
O José passou ao lado do terramoto e continuou a dormir, felizmente. Ele que tinha levado quatro vacinas na quinta-feira e na sexta-feira também se fartou de vomitar enquanto eu conduzia a caminho da escola dos irmãos.

Muitos devem pensar "mama cabra, quiseste filhos agora aguenta!". Mas lamento dizer-vos, que quando temos filhos e dizemos aquelas coisas "só queremos que tenham saúde" é a mais pura das verdades.

Sabemos porém, que ter filhos e passar por situações de doenças faz parte do pacote. Assim como as sogras ou a família do outro. Lembro-me sempre de uma colega de faculdade que não gostava de arroz de ervilhas e catava uma a uma, mesmo quando lhe dizia que "as ervilhas eram como os pintelhos, por mais que arrumes vai sempre algum!".

O João passou o fim-de-semana a lamber as feridas, sem sair de casa e a fazer puzzles que recebeu no aniversário e no natal.

O problema aqui é conciliar as várias faixas etárias e gerir cenas da vida doméstica. Porque nem sempre o trabalho de equipa acaba bem.

O João começa o puzzle espalhando as peças em cima da mesa da sala. E a Maria Rita trepa para as cadeiras porque também quer "jogar". Mas rapidamente começa a deixar cair as peças ao chão e o José a apanhar do chão e a meter à boca.
O que vem a seguir é tudo menos bonito mas também é um ciclo. O ciclo de quem grita mais ou mais alto.

É aqui que todas as mães passam a ser crentes e a fazer orações secretas para que Deus as ouça. Entre outras coisas pedimos para os filhos estarem bem de saúde, comam bem, durmam melhor e não gritem. Acrescentamos uma enorme ovação de gratidão por cada minuto em silêncio e por cada ida à casa de banho sem levar com uma das crianças a fazer acrobacias ou a tentar enfiar o piaçaba na boca.

Aprendemos que a ração seca dos gatos pode ser muito nutritiva (para quê gastar dinheiro em bolachas se podem comer todos da mesma gamela?). Desejamos lá no fundo que o fim-de-semana acabe rápido e fazemos juras que vamos planear ementas semanais para que tudo corra plenamente, as manhãs ao som de anjos a cantar e sempre pontuais e os finais de tarde sem birras e com refeições equilibradas.

Eu gosto de dizer que a minha fé tem aumentado na proporção do número de filhos. Desculpa-me Deus, mas para me sentir boa mãe entrego-te a ti a capacidade de proteger os meus filhos. Porque depois deles saírem de dentro de mim percebo claramente que nunca vou conseguir impedir que sofram. Posso tentar minimizar mas só mesmo isso.

E ser mãe é agir com o coração, por tentativa e erro e a tentar não enlouquecer.
Umas conseguem outras não. Na maioria todas somos muito imperfeitas, nem todas demonstram da mesma forma e nem todas fazem a mesma merda.

Algumas protegem tanto os filhos que os sufocam. Outras desabam mal o termometro marca 37°C de temperatura rectal. Outras fazem questão de lhes fazer os trabalhos de casa só para não chatear as crianças.

Todas enlouquecemos. Nem todas demonstramos. Nem todas ficam despenteadas. Nem todas lixam as amigas. Nem todas se enfiam na escola dos filhos a massacrar a professora ou a lamber as botas à directora. Mas todas choramos. Todas rezamos mesmo quando não sabemos. Todas tentamos proteger as crias.

E se isto nos devia unir, devia (como na natureza que até há espécies que se juntam e tomam conta das crias umas das outras), mas a verdade é que nos separa cada vez mais. Porque passam mais tempo a demonstrar do que a ser. Porque conta mais as aparências do que na realidade se passa no coração, dos nossos (mães) e dos deles (filhos).

E é nestas alturas em que me apetece soltar um grande palavrão e dizer sejam mais pessoas e menos máquinas. Porque às vezes ser pessoa é viver descontrolada mas respirar e respeitar.

Quem nunca?

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

José [1 ano]

O teu primeiro aniversário José. 12 meses passados a correr e o teu sorriso sempre presente.

És a minha sombra. Sempre agarrado às minhas pernas. Sempre a correr atrás de mim ou pendurado e aos gritinhos.

Às 11h27 abracei-te e cantei-te os parabéns. Tu sorriste e dançaste.

Hoje o Google fotos lembrou-me que há um ano estavas enroscado em mim, acabado de nascer. Acabado de me prender ao mundo sem reservas ou purpurinas

Parabéns meu amor.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

é outro nível....

Ser princesa, é realmente outro nível.

A Maria Rita é uma Diva. É trabalhadora, enérgica, autónoma e quer fazer tudo sozinha (mesmo o impossível, tipo mudar a própria fralda).

A Maria Rita é a menina, o vidrinho de cheiro, a delicada. Em casa, arma um berreiro se o pai lhe levanta a voz (daquelas coisas que uma mulher ou criança nunca devia passar) e facilmente levanta a mão para defender um dos irmãos ou liga a tracção às 4 para lhes ralhar quando fazem asneiras,

Nos últimos dias, este lar mais parece uma incubadora de bicharada. A febre entrou e não está a querer ir embora, o João e a Maria Rita estão a ser os mais resistentes, curiosamente os únicos que fizeram a vacina da gripe este ano.

Voltar às rotinas custa a todos, até aos adultos, quanto mais às crianças que ainda estão com os transmissores em programação.
(é por isto que eu não gosto de excepções e que as festas de família são em número suficiente para sair da regra, não preciso de mais bailaricos!!!)
E talvez por isto, a Maria Rita tem andado um POUCO impossível nos últimos dias.

Mas até para ser princesa é preciso saber e ter nível.

Ontem ao final da tarde enquanto se ensaiava para fazer uma birra:

Eu: Maria Rita, o que foi filha? O que tens?
Maria Rita: Febre, mãe. Tenho febre axul!


E é assim. Há quem tenha sangue azul, a minha filha tem febre azul!


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Olá 2018

Começar um novo ano sem esperar milagres, mas a trabalhar para que eles aconteçam.

Concentrar-me neles. Respirar. Sentir-lhes o perfume dos cabelos, os corações pequeninos a bater e a encher-me de força para continuar.

É isto 2018. Não espero de ti o impossível, quero-te apenas justo e equilibrado. Quero-te com a certeza que tudo pode acontecer no momento certo, mesmo que eu não entenda, mas que me traga a paz que eu tanto preciso.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Natal 2017

É isso. Está aí o natal.

Já se ouvem os sinos (felizmente a música do mini-preço deu tréguas), os duendes continuam a tentar embrulhar prendas desenfreadamente para as crianças, felizmente inventaram os sacos de natal e as lojas dos chineses multiplicaram-se.

Que neste natal possam sentir o aconchego de um lar. Que a luz que está dentro de cada um de vocês possa brilhar realmente.

O resto? O resto? Metam num saco, o que for bom é para guardar, o que for mau, lixo (esperem só pela recolha do camião para contaminar o ambiente!).

Beijinhos doces desta família louca.


sábado, 23 de dezembro de 2017

João [7 anos]

O João fez 7 anos. Está crescido, divertido, desdentado.

O João tem tanto de doce como de rebelde. Tem o sorriso mais delicioso e matreiro.

O João gosta do Mr. Bean e até a Maria Rita diz " mãe, o João está a ver o maluco" e as gargalhadas dele fazem eco pela casa.

Continua a querer saber o porquê das coisas, a gritar golooooo sempre que joga PlayStation, e a explicar as fintas que faz quando joga à bola.

Não é uma criança exemplar (ainda bem, que eu até tenho medo dos "atinadinhos"), mas é um exemplo para muitos adultos. Sabe pensar, sabe sentir, sabe falar. O resto é um coração a bater num 1,24 m de miúdo atlético, cheio de músculos e vontade de vencer. Uns olhos onde cabe o mundo inteiro e uma cabeça capaz de fintar os mais astutos.

Que sejas sempre feliz, meu amor. Foi contigo que aprendi a ser mãe, foi contigo que dei os primeiros passos e percebi que esta montanha russa nunca mais vai terminar.