quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sobre mim

Mulher, mãe, sonhadora. Estas são as palavras que me definem.

Nasci em Março de 1980, a segunda filha da Angela e do Rui.

Apaixonada pela irmã mais velha, Nádia, que durante a infância fez de tudo para que eu me tornasse forte e resiliente (era isso ou a "forca").

Cresci numa cidade à beira mar plantada, Ovar. Fui jogadora de Voleibol federada, pratiquei vela na Ria de Aveiro, tive aulas de ballet e de piano.

Aos 15 anos comecei a viagem mais intensa da minha vida, fui estudar para a Soares dos Reis, Escola de Ensino Artístico, no Porto. Aqui aprendi a gerir as emoções, aprendi a acordar cedo e ganhei aversão a casas de banho públicas.

Persegui o sonho de me tornar arquitecta. Estudei e trabalhei muito. Terminei o curso na Escola Superior Artística do Porto, mas continuava a sonhar que podia aprender mais e mais.

Iniciei um Mestrado em Engenharia Civil - Especialização em Reabilitação, Materiais e Sustentabilidade, ainda com a utopia a palpitar no peito, mas foi na área da formação que acabei por me especializar, instalar e realizar.

Casei com Mr. Rabbit em Setembro de 2008. Mudei-me para a terra dele, por amor, já que o interesse era muito pouco. É aqui que ainda vivemos e que os nossos filhos crescem, numa vila algures em Penafiel que aos poucos vou aprendendo a gostar.

Sou mãe do João (Dezembro de 2010), da Maria Rita (Julho de 2015) e do José (Janeiro de 2017) e com eles aprendi a maior lição da minha vida, o amor puro, o viver cada segundo como se fosse o último e tornar-me uma pessoa melhor para que eles possam ser crianças e adultos felizes, equilibrados e lutadores.
Antes de ser mãe fui tia, do Rui (2003), do Pedro (2005) e da Raquel (2009) e com eles aprendi a ser mãe antes mesmo de ter barriga gigante, contracções e dores do parto.

Entre os livros, a cozinha, a costura e a bricolage, os gatos (Kika, Riscas e Fifi), o cão (Jonas) e as orquídeas que alegram a minha janela, vou ocupando os meus dias, mesmo quando trabalho muitas horas.

Não gosto de pessoas falsas, mas aprendi a viver no meio delas e já consigo respirar quando estão por perto. Vivo com pouco, mas confortável. Deixei de tentar transportar o mundo às costas, mas continuo com o sonho de o abraçar.

Já plantei a árvore e já tive filhos, mas os livros continuam na gaveta. Escrevo desde que me lembro. Em 2005, quando comecei a escrever as Estórias da Joana, fazia-o apenas para sobreviver e comecei a ser lida.
O Ponto Jota é o sitio onde colecciono recordações, alegrias e frustrações. Recordo o passado e projecto o futuro.
Os sonhos são pontinhos luminosos que vou fazendo questão de realizar.
Tenho o coração na ponta dos dedos, tudo o que aqui escrevo sou eu!


[fotografia utilizada durante vários anos no perfil do Ponto Jota. Era assim quando tudo começou (2005). Hoje sei porque estava a olhar o céu, tentava procurar o meu lugar, neste mundo.]

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